O governo de Pequim admite oficialmente por volta de 1.000. A Anistia Internacional, ONG que luta contra a pena de morte, sustentava que o número deveria ser pelo menos o dobro.
O sistema judicial chinês mata mais de 10.000 pessoas por ano, deixou escapar o deputado Chen Zhonglin numa conversa com um jornalista de um jornal local em língua inglesa. Entende-se agora por que o assunto era tratado como segredo de Estado. A montanha de cadáveres produzida pelos tribunais chineses é vinte vezes maior que a soma de todos as execuções em trinta outros países com pena de morte e quase dez vezes maior que o número oficial. Em 2002, o último dado disponível, o governo chinês assumiu somente 1.060 execuções.
Há casos de chineses julgados, condenados e executados em menos de duas semanas. Entre a condenação e a execução do prisioneiro podem decorrer menos de 24 horas. Nos Estados Unidos, que aparecem em terceiro lugar no ranking das execuções legais de prisioneiros, o cumprimento da sentença demora em média dez anos. É o tempo necessário para o condenado esgotar todos os recursos legais colocados a seu dispor pelo sistema judiciário.
Não apenas se executa em grande quantidade na China. Também se mata com humilhação. O governo costuma organizar rotineiramente festivais em que os condenados – principalmente os acusados de corrupção – são executados diante de multidões para que sirvam de exemplo. Como ocorria com os prisioneiros na Idade Média, eles são exibidos em caçamba de caminhões, algemados. Muitos levam pendurados no pescoço cartazes em que estão descritos os crimes pelos quais foram condenados. Nos estádios, os espectadores aplaudem cada vez que um policial dá o tiro fatal na nuca de um condenado.
Fonte: Veja on-line
Não da para acreditar que ainda existe coisa assim no mundo em que vivemos hoje. Que as pessoas são mortas por crimes tão banais, é lamentável.




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